Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 6% para 5,88%
Previsão para o PIB variou de 2,65% para 2,67% em 2022
Previsão para o PIB variou de 2,65% para 2,67% em 2022
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu
de 6% para 5,88% neste ano. É a 13ª redução consecutiva da projeção.
A estimativa está no Boletim Focus de hoje (26), pesquisa
divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de
instituições para os principais indicadores econômicos.
Para 2023, a estimativa de inflação ficou em 5%. Para 2024 e
2025, as previsões são de inflação em 3,5% e 3%, respectivamente.
A previsão para 2022 está acima da meta de inflação que deve
ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de
3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para
cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior 5%.
Em agosto, a inflação teve recuo de 0,36%, após queda
de 0,68% em julho. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,39% no ano e 8,73%
em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como
principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao
ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde
janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano.
Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic
encerre o ano nesse patamar. Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa
básica caia para 11,25% ao ano. Já para 2024 e 2025, a previsão é de Selic em
8% ao ano e 7,63% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade
é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros
mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais
altas também podem dificultar a expansão da economia.
Além da taxa Selic, os bancos consideram outros fatores na
hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de
inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Com a recente queda na inflação, o Banco Central
decidiu interromper o ciclo de alta dos juros, após um ano e meio de
reajustes seguidos. O Copom se reuniu na semana passada e manteve a taxa nos
atuais 13,75%.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito
fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle
da inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
As instituições financeiras consultadas pelo BC elevaram a
projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano de 2,65% para
2,67%. Para 2023, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de
todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 0,5%. Em 2024
e 2025, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,75% e 2%,
respectivamente.
A expectativa para a cotação do dólar manteve-se em R$ 5,20 para o final deste ano. Para o fim de 2023, a previsão é de que a moeda americana se mantenha nesse mesmo patamar.
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